segunda-feira, 28 de julho de 2008

Versos, e uma foto por fim...

'Busco con el tacto las semillas
de tus senos envueltos en fragancia
y arde entonces todo el ritmo
de la lava de tu sexo enternecido.

Y el polvo de azúcar esparcido
nos sirve de amanecer caliente
en esta atmósfera que cubre
de relámpago todos los delirios.'


A dita foto por fim: http://www.flickr.com/photos/vgko/2673580813/

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Contos...

Aprendi a gostar de ler com uma série de pequenos livros "Para Gostar de Ler". Claro que não foi somente com eles, mamãe-nunca a chamei assim, sempre foi mãe. Aqui é uma espécie de licença poética.-pois bem, mamãe me deu muitos livros infantis quando pequeno, duas ou três coleções que lá estão, ainda, esperando por meus filhos, mas que antes irão passar pelas mãos de Maria Clara.
Esta série trazia diversos autores consagrados e eram de contos. Clarice Lispector, Érico e Luís F. Veríssimo, Chico Anísio,Trevisan e assim ia. Não era pouca merda os livrinhos.
Dentre estes contos um me recordo, especialmente, talvez pela questão política que o envolve, assunto que sempre me foi muito caro. Segue o dito...

Os devaneios do general
Erico Verissimo
Abre-se uma clareira azul no escuro céu de inverno.O sol inunda os telhados de Jacarecanga. Um galo salta para cima da cerca do quintal, sacode a crista vermelha que fulgura, estica o pescoço e solta um cocoricó alegre. Nos quintais vizinhos outros galos respondem.O sol! As poças d'água que as últimas chuvas deixaram no chão se enchem de jóias coruscantes. Crianças saem de suas casas e vão brincar nos rios barrentos das sarjetas. Um vento frio afugenta as nuvens para as bandas do norte e dentro de alguns instantes o céu é todo um clarão de puro azul.
leia mais após o salto do link http://www.releituras.com/everissimo_general.asp

sábado, 14 de junho de 2008

Livros...


Se existe uma coisa que eu faço bem, é ler. Leio e gosto., do cheiro da porra do livro (não de porra), do peso dele, do som que vem dele, do gosto, tanto do próprio papel quanto do que ele pode evocar-cuca alemã nos da Urda ou o amargor da traição em um do Nabokov.
O Borges, certa vez, disse, que sempre imaginou o paraíso como uma espécie de livraria. Não sei se porque aqui, Brasil, livro é caro e nunca tive grana, prefiro imaginar como um sebo...e o ar, o astral (rsrsrs), o ambiente, para mim, é o sebo.

...Entro em uma livraria, estantes cheias-uma delas somente de Zíbia-tudo limpo, arrumadinho,computadores para leitura de código de barra, livros bem expostos, profusão de escritores árabes, judeus o escambau...olho para um lado Amos Óz, Kabul, Men..R...va...Li..r..s. Culinária, engenharia, dicionários, espírita, filosofia, Um Dia Daqueles, um Beagle na capa de um mais vendido, um mago na Academia, Obras Completas, Livros Inteiros, Zero Traças, Zero Poeira,....

Não me bate.Não me falta ar nem aperta peito...ahora..praqueles lados do Clube Doze, da Fernado Machado, meu senso de orientação é só meu e que ninguém o use pois perder-se-á. Praqueles lados...embola a garganta, dá um nó no peito.

Praqueles lados tem sebo.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Yoga, música, neurociências...


Fechei contrato com alguns colaboradores. Logo, a exemplo do Guga http://eltorero1947.blogspot.com/2008/06/versos.html, grandes personas trarão sal à vida aqui no blog...temperarão este espaço. Aguardem...orégano, páprica, pimenta, alho, manteiga de garrafa, tudo no ponto e conforme o gosto.

Geração Coca Zero

"...Se a Geração Coca-Cola foi programada para receber os enlatados do USA, a geração Coca Zero convive com os enlatados culturais norte-americanos, exibidos à exaustão nos canais por assinatura, mas com muita freqüência lê na etiqueta dos seus tênis, roupas e aparelhos eletrônicos a já famosa frase "Made in China"..." Não participo de todas as opiniões do colunista, mas a análise da época não é de todo má.
Mais no http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=2559

Versos

-¿Qué me quiere, señor ? -Niña, hoderte.
-Dígalo más rodado. -Cabalgarte.
-Dígalo a lo cortés. -Quiero gozarte.
-Dígamelo a lo bobo. -Merecerte.

-¡Mal haya quien lo pide de esa suerte,
y tú hayas bien, que sabes declararte!
y luego ¿qué harás ? -Arremangarte,
y con la pija arrecha acometerte.

-Tú sí que gozarás mi paraíso.
-¿Qué paraíso ? Yo tu coño quiero,
para meterle dentro mi carajo.

-¡Qué rodado lo dices y qué liso!
-Calla, mi vida, calla, que me muero
por culear tiniéndote debajo.

[poesia erótica do Siglo de Oro Español (sec XVII), autor desconhecido]

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Olha...

Olha, Eu queria escrever luxuoso. Usar palavras que rebrilhaassem molhadas e fossem peregrinas. Às vezes solenes em púrpura, às vezes abismais esmeraldas, às vezes leves na mais fina seda macia.; e simplismente não consigo.
Olha, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras. Sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calmo e perdôo logo. Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre.;e é absolutamente mentira.
Olha, Me deram um nome e me alienaram de mim, a sorte é, que, entre mim e mim, há vastidões bastantes para a navegação de meus desejos afligidos.